Olá amores tudo bem?
Bom hoje a resenha é de um livro que trata dois assuntos bem delicados. A exploração sexual e o tráfico humano.
Quando comecei a ler Cruzando o caminho do sol, não tinha idéia do esperar do livro... Enfim, é surpreendente.
Cruzando o Caminho do Sol
Corban Addison
Sita e Ahalya são duas adolescentes de classe média alta que vivem tranquilamente junto de seus familiares, na Índia. Suas vidas tranquilas mudam completamente quando um tsunami destrói a costa leste de seu país, levando com suas ondas a vida dos pais e da avó das meninas. Sozinhas, elas tentam encontrar um modo de recomeçar a vida. Mas elas não devem confiar em qualquer um... Enquanto isso, do outro lado do mundo, em Washington, D. C., o advogado Thomas Clarke enfrenta uma crise em sua vida pessoal e profissional e decide mudar radicalmente: viaja à Índia para trabalhar em uma ONG que denuncia o tráfico de pessoas e tenta reatar com sua esposa, que o abandonou. Suas vidas se cruzarão em um cenário exótico, envolto por uma terrível rede internacional de criminosos. Abrangendo três continentes e duas culturas, Cruzando o Caminho do Sol nos leva a uma inesquecível jornada pelo submundo da escravidão moderna e para dentro dos cantos mais escuros e fortes do coração humano.
Edição: 0
Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788581630090
Ano: 2012
Páginas: 448
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Corban Addison nos apresenta três protagonistas nessa história: Ahalya e Sita, duas irmãs indianas que perderam sua família em um Tshunami na cidade delas. E Thomas, jovem advogado tentando recuperar seu casamento e sua dignidade.
O livro começa com Ahalya e Sita em sua casa na Índia, sua família, mostrando um pouco do dia-a-dia deles. Nas primeiras páginas já somos transportados para o terror que a vida delas vai ser assim que o Tshunami atinge a localidade em questão.
As meninas perdidas, encontrando o corpo de cada membro da família, resolvem, claro pedir ajuda a estranhos, a idéia delas é ir até a escola onde estudam e pedir ajuda alguém.
Eis que o destino delas é traçado de forma totalmente diferente.
Nesse meio tempo Thomas está nos EUA trabalhando em uma Empresa de Advocacia, muito perdido por sua esposa a indiana Prya ter o abandonado – ok, não é por menos, Thomas estava traindo-a.
A vida de Thomas poderia ter sido perfeita se não fosse a burrada de trair sua esposa, mas também se não fosse isso o destino dele e das irmãs não seria cruzado.
Ahalya e Sita são mal tratadas, vendidas para uma casa de prostituição em Mumbai, lá as irmãs são mal tratadas, comem mal, dormem em um quartinho com pouca luz – só que mesmo assim não perdem a esperança de um dia ter a vida que viviam novamente.
Thomas acaba indo para a Índia trabalhar em uma organização que investiga tráfico humano, exploração de menores é nesse ponto que o caminho dele se cruza com o das irmãs. Corban nos mostra um Mundo de piedade nesse livro. Um assunto que é pouco abordado – o tráfico humano. O autor consegue detalhar muito bem como essas meninas são usadas e mal tratadas pelas pessoas, tanto homens quanto mulheres. São jogadas de um lado para o outro como se fosse uma bolsa, uma mala! Vivem em estado deplorável e são muito castigadas até quando adoecem.
No final das contas Sita acaba sofrendo muito mais que a irmã mais velha em menos de 4 meses a menina é levada a 3 países diferentes, com pessoas cada vez mais brutas de olho nela.
Os detalhes dos acontecimentos relatados por Corban impressionam, apesar de o livro ser uma ficção percebe-se que o autor estudo profundamente o assunto antes de escreve, o leitor fica impressionando, triste e até feliz quando algo bom acontece com as meninas.
É quase impossível não se apegar por Sita ou pelo esforçado Thomas.
Cruzando o caminho do sol é um livro com uma história fantástica, impressionante e com um final digno de filme. Um assunto que merece atenção as autoridades, se trágico de drogas é um problema sério, tráfico humano é mais delicado ainda.
Leiam o livro e me digam o que acharam. Certamente Corban Addison vai para a estante dos preferidos.
“ Não, não chore; nova esperança, novos sonhos, novos rostos,
E a alegria não vivida dos anos que estão por vir.
Vai mostrar que o coração pode enganar o sofrimento.
E que os olhos podem as próprios lágrimas iludir.”
Pág 49