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Cinema & Café 500 dias com ela

08 setembro 2017


cinema e café

Marina Landert

500 dias Com Ela

Diretor: Marc Webb
Elenco: Joseph Gordon-Levitt, Zooey Deschanel, Chloe Grace Moretz.
Sinopse: O filme conta a história de Tom, um romântico escritor/arquiteto que após o término de seu namoro começa a rever os 500 dias de relacionamento.

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Oi pessoal, tudo bem? Para o Cinema & Café de hoje trago um filme já bem antigo, de 2009, 500 dias com ela, que traz um romance sob um ponto de vista e desfecho diferente do que estamos acostumados a ver.
500 dias com ela conta a história de Tom Hansen (Joseph Gordon-Levitt), um arquiteto de formação, mas que trabalha em uma empresa que confecciona cartões para datas especiais. Quando conhece Summer (Zooey Deschanel), Tom acredita que conheceu a mulher de sua vida. No entanto, quando Summer termina com Tom, ele começa a rever todo o relacionamento.

500 dias com ela já inicia com os dizeres do narrador: “Esta é uma história do rapaz que encontra a garota. Mas você deve saber logo, esta não é uma história de amor”. Assim, já de início o público consegue perceber que o filme não se tratará de uma história comum e totalmente previsível. E é exatamente isso que encontramos em 500 dias com ela. O diretor Marc Webb (O Espetacular Homem Aranha 1 e 2) consegue introduzir uma história narrada de forma totalmente não linear, contada através dos dias que se conheceram (por isso 500) e que consegue prender a atenção do começo ao fim.

Cinema e Café: Snowden

22 dezembro 2016

cinema e café
Marina Landert
Snowden (2016) Ficha técnica
Diretor: Oliver Stone
Elenco: Joseph Gordon-Levitt, Melissa Leo, Zachary Quinto, Tom Wilkinson, Shailene Woodley.
Sinopse: Baseado em fatos reais, Snowden narra a história do ex-técnico da CIA Edward Snowden que resolver compartilhar com jornalistas e com o mundo os extensos programas de monitoramento de informações sobre pessoas e governos de diferentes países utilizado pelos Estados Unidos.
Olá pessoal, tudo bem?
Entre 2006 e 2010, data de criação do Wikileaks o mundo foi pego de surpresa com postagens de documentos e informações vazadas de governos e empresas, que fizeram revelações bombásticas na época sobre a Guerra do Afeganistão. Tal história chamou a atenção do cinema e foi retratada em algumas obras como O Quinto Poder (com Benedict Cumberbatch e Daniel Bruhl) – criticado pelo Wikileaks – e o documentário Mediastan, produzido pela própria organização. Tal acontecimento abriu espaço para diversas discussões como o limite do Estado em especial sobre o ponto de vista de monitoramento de informações das pessoas que foi aprofundado quando em 2013 o ex-técnico da CIA Edward Snowden revelou a jornalistas detalhes de programas de monitoramento utilizado pelo governo dos Estados Unidos sobre outros governos, inclusive o brasileiro, e sobre a população em geral. Baseado nesses fatos foi lançado este ano o filme Snowden, no Brasil sob o nome de Snowden – Herói ou vilão?, filme do Cinema & Café de hoje.
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Sob a direção de Oliver Stone, premiadíssimo diretor e conhecido por filmes que investigam os bastidores da política norte-americana como Platoon (1986), Wall Street (1987), Nascido em 4 de julho (1989), JFK (1991) e Nixon (1995), a cinebiografia foi produzida e lançada sem muito estardalhaço principalmente por se tratar de um tema ainda delicado no meio político. Vale lembrar que sobre o assunto já existe o documentário Citizenfour (2014), dirigido por Laura Poitras e ganhador do Oscar de melhor documentário em 2015.
Snowden inicia retomando o início de sua carreira servindo o país, inicialmente no Exército, nas Forças Especiais. Após uma grave fatura ele se vê obrigado a desistir da carreira militar e se candidata a um emprego na CIA. Logo é acolhido pelo diretor Corbin O’Brian (Rhys Ifans) que vê o talento do analista e o transfere para sua primeira missão em Genebra, na Suíça. Lá acontece o primeiro contato de Snowden com programas de vigilância que o governo americano utilizava. Após uma tumultuada passagem pelo Japão, é transferido para o Havaí onde é responsável por desenvolver o maior banco de dados e descobre que um programa desenvolvido por ele anteriormente é utilizado para “espionar” dados de milhares de pessoas em todo o mundo. Esse foi o fator decisivo que motivou a descrença do técnico com o governo americano e que o levou a copiar dados desses sistemas e revelar a alguns jornalistas do jornal britânico The Guardian.
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Em Snowden, o diretor faz um trabalho muito consistente e ágil ao apresentar a extensa e complexa trajetória do personagem, mesclando muito bem as diferentes passagens de tempo e locais. Também assisti o documentário sobre Snowden chamado Citzenfour (2014), e assim, posso dizer que Oliver Stone acerta muito bem ao passar a história para o cinema com uma linguagem mais fácil e acessível ao público leigo aos termos técnicos empregados. Para os que também não são familiares com a história em si, o enredo montado consegue introduzi-la de forma muito bem compreendida.