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Sétima Arte - Anonymous.

27 janeiro 2012

A partir dessa sexta-feira estarei resenhando alguns filmes que vão concorrer ao maior prêmio do cinema mundial (maior? Ok,ok muitos acham): Oscar 2012.
Lógico que alguns deles vocês não vão ver por aqui, vou comentar apenas aqueles que aguçaram a minha curiosidade.

Antes de falar do filme vou comentar sobre a Teoria da Conspiração de que Shakespeare não existiu, para entenderem melhor.
Alguns historiadores, simpatizantes e curiosos dizem que William Shakespeare era apenas um pseudônimo de Edward de Vere, Conde de Oxford. Alguns dizem que era ele que escreveu todas as obras e assinava como William Shakespeare - já que por conta do nome da família e ele era um possível sucessor ao trono não poderia escrever peças.
Muitos acreditam nela, pois não há grandes relatos de quem Shakespeare existiu de fato e a ortografia dele não correspondia aos textos escritos.
Mentira ou não, o fato é que William Shakespeare continua e será muito estudado em todos os tempos, suas obras são apresentadas até hoje, com grande sucesso, quem estuda Teatro sempre tem vontade de apresentar uma de suas obras.

Anonymous.



Título original: Anonymous
Ano: 2011
Tempo: 2horas
Gênro: Drama
País: Alemanha, Reino Unido
Diretor:Roland Emmerich
Atores: Rhys Ifans, David Thewlis, Vanessa Redgrave, Jamie Campbell Bower, Joely Richardson
Estreia: Março de 2012

Sinopse: Acompanha uma teoria que diz que as obras de Shakespeare não foram escritas pelo próprio, mas pelo Conde Edward de Vere.

Anonymous concorre ao Oscar de melhor figurino.
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O que me fez assistir Anonymous foram dois motivos: David Thewlis e as duras criticas que esse filme ganhou por contar uma história que dizem ser apenas boatos.
Muitos críticos bombardearam Anonymous com textos negativos, deste a escolha do tema ao dialogo dos atores.
Assisti o filme duas vezes para tentar descobrir qual parte dessa critica deles era a ruim, conclusão: Não achei.

O filme começa no dias de hoje, com um senhor atrasado para uma peça de Teatro. Quando ele sobe ao palco faz uma breve introdução falando sobre a conspiração de William Shakespeare (essa que citei acima). Quando a peça começa, si já entramos na época onde tudo aconteceu.
Somos apresentados a um jovem escritor que foge de alguns guardas, escondendo alguns textos dentro de um baú.


[caption id="" align="aligncenter" width="488" caption="Ryhs Ifans como Edward de Vere"]Ryhs Ifans como Edward de Vere[/caption]

Anonymous trabalha com duas épocas diferentes, eles nos mostra Edward de Vere ainda jovem sendo educado pelo William Cecil (David Thewlis), Lord Burghley, Cecil tentou educa-lo por anos para ser o possível sucessor do trono de Elizabeth, mais seus planos não deram muito certo, primeiro pelo amor a escrita de Edward e segundo porque ele foi apaixonado pela rainha.
A segunda época nos mostra o que aconteceu com Edward, casado com a filha de Cecil, um homem amargo porém que ainda sonhava em ser suas obras sendo assistidas por inúmeras pessoas.


[caption id="" align="aligncenter" width="486" caption="Edward de Vere e Elizabeth ainda jovens"]Edward de Vere e Elizabeth ainda jovens[/caption]

Como o Conde de Oxford era proibido de escrever e tão pouco apresentar suas obras, a ideia dele foi usar um pseudônimo e um pobre dramaturgo ajuda-lo. O plano em si até dá certo.
O plano em si até dá certo, suas peças são um grande sucesso, as Edward não estava feliz.

O passado dele sempre o assombrou. O amor que ele sentia pela Rainha e que foi impossível de viver. As tramóias da família Cecil. É um filme cheio de intrigas e você tem que prestar bastante atenção para não se perder.


[caption id="" align="aligncenter" width="532" caption="David Thewlis"]David Thewlis[/caption]

Gostei muito da maquiagem dos atores. David Thewlis está incrível, confesso para vocês que não o reconheci velho daquele jeito. O figurino impecavél, a fotografia também está perfeita mostrando sempre a Inglaterra sombria, ponto forte de filmes de época.

E é claro! Diálogos:

Anne Cecil: Edward. Nossa família está em ruínas financeiras e você... Toca flauta enquanto Roma arde...
Edward: Nero tocou violino enquanto Roma queimava..
Anne Cecil: Meu Deus, você está...Escrevendo de novo. Depois do que me prometeu.
Edward: Anne, você deveria ter visto a multidão. Eles não se sentaram como o Reptilia do tribunal. [...]
Anne Cecil: Por que você escreve? Por que você deve continuar humilhar minha família? [...]
Edward: As vozes Anne. As vezes, não posso impedi-las. Elas vêm até mim. Quando eu durmo, quando eu acordo, quando eu como. Quando eu ando pelo corredor.Os anseios de uma doce donzela, as ambições de afluência de um cortesão, os desenhos de um assassino, os fundamentos de suas vítimas. Só quando eu coloco suas palavras, suas vozes num pergaminho é que elas se tornam livres. Só quando a minha mente se aquieta. Em paz.
Eu ficaria louco se não anotasse as vozes.

Tem como dizer que isso seria fraco? Não né?

Trailer:
[youtube=www.youtube.com/watch?v=BEcmpb-xSq0&feature=player_embedded]

Sétima Arte.

25 fevereiro 2011

"Aplaudido em Berlin e Elogiado em revistas internacionais - Tropa de Elite 2, enfim, chega ás locadoras."

Tropa de Elite 2, filme brasileiro com o maior público da história, foram nada mais e nada menos que mais de 11 milhões de espectadores.
Agora o filme que arrastou pessoas aos cinemas chegou as locadoras.
O longa que mostra um Capitão Nascimento
(Wagner Moura) mais consciente sobre a corrupção, foi exibido fora de competição no Festival de Sundance, nos EUA, em Janeiro e dias atrás (não recordo a data) no Festival de Berlim, Alemanha.

Em Sundance, o blog "Slash Film" o classificou como
"Policial Imperdível". Já em Berlim, o filme foi ovacionado na projeção oficial, à noite. A maioria dos jornalistas estrangeiros considerou Tropa de Elite 2 melhor que o 1.
Padilha admitiu que o olhar estrangeiro enriqueceu o filme.
"No Brasil, as pessoas têm uma percepção diferenciada do "Tropa" e isso, é normal. O público de Nova York que vai ver "Os Bons Companheiros, de Martin Scorsese, também vê o filme com outros, com mais conhecimento de causa. O público estrangeiro não se prende tanto nas especificidades, o que importa, é o drama."
(Nota do Jornal de Santa Catarina - Quarta - Feira, 16 de Fevereiro de 2011)






O Oscar para o Brasil.

Infelizmente bons filmes brasileiros nunca são citados na maior premiação de filmes, diga-se Mundial. Um exemplo de desperdício - Olga (2004), contando a história real de Olga Benário e Luiz Carlos Prestes, num Brasil comunista em 1935.
A belissíma atuação de Camila Morgado, ficou apenas na memória.






Porém talvez, digo talvez isso mude em 2012.
Por conta de sua data de lançamento no Brasil,
Tropa de Elite 2 não entrou na lista para disputar indicação ao Oscar de 2011. O que poderá ocorrre em 2012, conforme a performance do filme nos EUA, é bem possível que o filme ainda figure em outras categorias, como aconteceu com Cidade de Deus.

Agora é torcer para que as boas produções nacionais tenham patamar de entrar na briga de um Oscar - embora, eu, Lana, acho que o Oscar caiu muito no conceito.
Perdeu o grande brilho que tinha deslizando em algumas premiações deixando inaceitável algumas categorias - como Melhor Filme e Melhor Produção Estrangeira, por exemplo.
O Globo de Ouro ou o Bafta estão tento suas participações a cada ano mais consideráveis, fiquem de olho. Estão crescendo, sim, estão. Mas nada nesse Mundo tira a importância de um Oscar.