Por Elaine Moreira
Pó de Lua nas Noites em Claro é o meu quinto livro de 2017, mas quem é que está contando… kkkkk Foram só algumas horas de leitura, mas que me aqueceram a alma, me iluminaram e me deixaram com aquele sorriso bobo de quem está apaixonada ou um pouco bêbada (na verdade tem pouca diferença entre essas duas situações).
E é isso. Estou bêbada de poesia, da mais alta qualidade.Pó de Lua nas noites em claro Clarice Freire
Quando a noite fica mais escura e as ruas se calam, a maior parte das pessoas dorme e sonha. Algumas, porém, preferem o silêncio para sonhar acordadas. Clarice Freire, autora do best-seller Pó de lua, faz parte desse grupo. É nessa hora que costuma criar suas poesias e seus desenhos. Em seu segundo livro, Pó de lua nas noites em claro, ela vira a madrugada ao avesso em palavras e imagens, dedicando uma hora a cada capítulo, da meia-noite ao amanhecer. Além dos versos que conquistam o público desde 2013, quando foi criada a página Pó de lua no Facebook, Clarice alterna passagens em prosa e poesia, acompanhando sua personagem durante um longo e mágico passeio pela cidade quase deserta.
Com um humor delicado e muita sensibilidade, a autora desvenda a angústia e a alegria daqueles que preferem a noite ao dia. Sua personagem insone se rende ao desejo de sair da cama e andar pelas ruas em busca de si mesma. Descobre que não está sozinha. Os sentimentos e as lembranças ganham vida, e ela esbarra em personagens como um homem que vaga por viadutos, um vigia noturno e até um misterioso carteiro que lhe entrega correspondências às três da manhã. Com lápis de cor e tinta nanquim, Clarice ilumina a escuridão e continua fiel à missão de Pó de lua: diminuir a gravidade das coisas.
Edição: 1
Editora: Intrínseca
ISBN: 9788551000267
Ano: 2016
Páginas: 208
Daquelas que vai deixar uma ressaca brava.
A Clarice Freire tem um jeito de escrever que me encanta, a forma como vou descobrindo suas frases e como cada sílaba colocada no lugar certo faz uma rima e um sentido.Algo que às vezes é novo, às vezes não, mas que sempre nos arranca uma sensação. E nesse mar de sensações eu me vejo descobrindo um mundo cheio de cores.Sobre elas, a Clarisse também trabalha muito bem. Fala da noite e do dia com uma facilidade, uma simplicidade quase infantil. E não se engane, porque isso tem uma profundidade que não encontro palavras para mensurar.
Voltando às cores, hoje visto o preto. Me identifiquei com a noite, citada várias e várias vezes, a final de contas é nela que está a lua. Mas aí iam surgindo uns dourados, umas luzes, uns raios de sol, que para mim são os sorrisos e os bons sentimentos que esse livro depositou na minha alma.
Além disso preciso dizer que a “Carta para Você”, me levou às lágrimas.
Gente. Como eu amei essas palavras. Como eu senti essas frases. A disposição dos textos é perfeita. Ora acelera o coração, ora acalma a alma.
Desde a capa, o papel, os desenhos, as cores, tudo é um encanto.
Fica a dica de uma leitura rápida, com efeitos duradouros.
Um grande abraço e até a próxima resenha!
Clarice Freire


