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Panorama: Vamos falar de João Gilberto

29 agosto 2019

Por Alexandre Tiago.

Olá a todos! 2019 não está sendo um ano devido à falecimentos de grandes artistas e um dos artistas que faleceu em 2019 é um músico que sou fã: O genial músico brasileiro João Gilberto!


Iria fazer essa publicação na semana do falecimento dele que foi no dia 6 de julho de 2019 mas nunca é tarde para homenagear pessoas que gostamos e admiramos. João Gilberto nasceu em 10 de junho de 1931 na cidade brasileira de Juazeiro no estado da Bahia e entrou para a eternidade ao criar uma nova batida de violão que misturava jazz com samba. Essa nova batida fez um novo gênero musical a Bossa Nova e nesse gênero musical ele fez parte de uma santíssima trindade musical composta por ele, Tom Jobim e Vinicius de Moraes. Além disso ele fez álbuns musicais  espetaculares como o "Chega de Saudade" lançado em  1959 e ele João Gilberto foi um dos responsáveis por exportar o gênero musical pelo mundo afora onde ele até gravou e tocou com o saxofonista norte americano de Jazz Stan Getz em shows e álbuns musicais memoráveis e inesquecíveis.

Graças à Bossa Nova, músicos da Bossa Nova e principalmente ao João Gilberto que o mundo conheceu e ainda conhece o Brasil pelo Rio de Janeiro, suas praias, paisagens, carnaval, samba e Bossa Nova com seu jeito único de tocar e cantar. Com isso, João influenciou muita gente pelo Brasil e o mundo desde Chico Buarque e Rita Lee até Caetano Veloso e Eric Clapton que é um dos maiores e melhores guitarristas de todos tempos.

5 a Seco no Parque Villa Lobos (25/01/2012)

30 janeiro 2012

Por Michael (@MichaelBaleeiro)


 

Dia 25 de Janeiro a cidade de São Paulo fez 458 anos e sempre nesses aniversários somos presenteados com inúmeros programas, principalmente musicais. E em 2012 não foi diferente. No parque Villa Lobos aconteceu a apresentação do grupo 5 a Seco. Comecei a acompanhar o trabalho dos garotos há pouco tempo e mesmo assim, qualquer um que passasse por lá, mesmo sem conhecer nenhuma canção, sentia certa familiaridade com as canções e se sentia no quintal de sua própria casa.

O grupo que apresenta composições próprias com influencias da MPB e do Jazz atual realizou um espetáculo lindo. São Paulo foi incrivelmente abençoado com o sucesso dessa galera. O show foi iniciado com Gargalhadas, música que já teve uma interpretação feita pela Bruna Caram. A música começa em um arranjo intimista, em dedilhado, sendo acompanhado por um dueto por todos os músicos. Feliz Pra Cachorro veio logo em seguida com uma energia enorme.

Não demorou muito e as participações especiais começaram. Os nomes, Tiê, Mariana Aydar já estavam confirmados, junto com o de Ana Cañas, que foi a primeira a nos dar o ar de sua graça. Metamorfose Ambulante foi a primeira música interpretada pela cantora na companhia do grupo 5 a Seco. A interpretação feita por ela, o arranjo envolvido, o modo de cantor, foi lindamente realizado, mas a grande surpresa a respeito da cantora veio logo em seguida. Diabo, música de autoria própria foi executada de uma forma esplêndida. Com uma pegada mais parecida com as músicas da Rita Lee, Diabo foi um dos melhores momentos do show para mim. As notas todas em seus devidos lugares, apresentadas por quem faz música para sobreviver.

Outra ótima representante da música a se mostrar no palco junto com o grupo foi a Tiê, que com sua voz doce apresentou Prova de Carinho, do Adoniran Barbosa. O refrão dessa música me acompanhou pelo resto do dia. E ainda está por aqui. Em seguida, uma versão de Você Não Vale Nada, que acompanha o disco A Coruja e o Coração, foi feita, mostrando que todas as músicas têm salvação, até as da banda de forró Calcinha Preta.


 

A última a cantar com o grupo foi a Mariana Aydar, da qual eu não conhecia o trabalho. Primeiro ela apresentou a música Solitude da própria cantora. Em seguida, em comemoração aos 458 anos de São Paulo, uma versão de Não Existe Amor em SP fez todos ficarem arrepiados. Foi mágico.

Embora muitas participações, o 5 a Seco esbanjou do próprio repertório, sem deixar de fora canções como Abrindo a Porta, Vou Mandar Pastar, Ou Não e a interpretação da música que provavelmente é a mais conhecida do grupo, Pra Você Dar Nome, acompanhada pela voz das pessoas que admiram o incrível trabalho do grupo. Deixe Estar foi a canção com que eles fecharam o show, de forma mais do que sensacional.

Preciso deixar registrado aqui o meu enorme agradecimento ao 5 a Seco por ter proporcionado esse dia incrível. Acompanhar o trabalho deles bem de perto foi tão importante como a primeira vez que os vi tocando Gargalhadas. Ano passado aconteceu a gravação do CD e DVD Ao Vivo do grupo, que é lançado nesse começo de ano.

Ou Não
[youtube=www.youtube.com/watch?v=XnN_MA0JaA4]

Prova de Carinho (Tiê)
[youtube=www.youtube.com/watch?v=ILkHC7Q1btY]

Deixe Estar
[youtube=www.youtube.com/watch?v=gYBtdwj6dRo]

Bons Ventos Sempre Chegam – Luiza Possi

02 janeiro 2012



Por Michael (@MichaelBaleeiro )



Olá galera. Hoje estou aqui para falar de um CD muito especial para mim. Bons Ventos Sempre Chegam é o nome que leva o último trabalho que a cantora Luiza Possi preparou em estúdio. Descobri o trabalho da Luiza em 2010 e fui correndo atrás desse CD. Sabe aquela lista de CDs que você escuta até furar? Bons Ventos Sempre Chegam sem dúvida está nessa lista.

O álbum inicia de forma maravilhosamente linda. Vou Adiante trás uma emoção indescritível em meio ao dedilhado, que se transforma em uma levada mais agitada no refrão. Um trecho em Francês é cantado, fechando a primeira faixa do disco. Tudo Certo, o primeiro Single do álbum, chega trazendo um ritmo leve e delicioso ao trabalho da Luiza Possi. A música foi lançada em Maio de 2009. A mesma já era conhecida na voz de Thaeme Mariôto. Em seguida, chega uma canção com autoria própria da cantora, que também compõe boa parte do disco. Queixo Caído, música que deu origem ao nome do CD, mostra um arranjo lindo, com a voz suave da Luiza complementando cada parte da canção, fazendo assim está ser uma das melhores faixas do álbum.

Toda Vez chega de forma pequena, intimista, mas com o decorrer da canção vai ganhando espaço maior, m decepcionar os ouvintes que mergulham em total felicidade com um trabalho tão sincero e completo que a Luiza Possi nos presenteia. Em parceria com o Dudu Falcão, Luiza dançou e rolou pela música que provavelmente é a melhor do álbum. A letra incrível atinge em cheio qualquer pessoa que já tenha se dado ao luxo de sentir saudades de alguém especial. O arranjo, tão bom quanto à letra, vai crescendo aos poucos, acompanhado de um piano tocado pela própria Luiza Possi.

O CD segue com Pode Me Dar, uma música mais agitada, retomando um ritmo mais dançante do álbum. Cantar chega para mostrar toda a felicidade da Luiza Possi nessa faze do seu trabalho. A música emociona por mostrar, com todos os sentimentos possíveis, que o trabalho realizado pela Luiza é feito totalmente de coração. Em uma incrível homenagem a sua mãe Zizi Possi, Luiza escreve Minha Mãe diretamente declarando seu amor pela mãe. Pipoca Contemporânea mostra um arranjo muito diferente do que estamos acostumados a ver no meio musical hoje em dia, sendo assim outro grande destaque do disco. Com alguma levada mais eletrônica, Agora é Tarde ganha muito espaço no álbum, com a letra composta pelo Moska. Em um momento em que Luiza viaja para um lado mais “Rock n’ Roll Baby”, somos apresentados a Ao Meu Redor (culpada por despertar o meu interesse nesse álbum e ir atrás do trabalho da Luiza). Essa canção tem uma das melhores apresentações ao vivo das canções desse álbum. De Graça volta para um ritmo suave do disco, encontrado no início com Tudo Certo. Uma levada totalmente agradável chega para se despedir dos ouvintes. Antes de ir embora, Luiza Possi ainda preparou Paisagem. Em um arranjo apenas com voz e violão, uma das músicas mais simples do álbum se torna a mais importante para mim. É indescritível a beleza que essa canção carrega. E se não bastasse, nas suas apresentações ao vivo, Luiza Possi nos apresenta a canção em uma versão em piano e voz. É lindo. Simplesmente lindo. Sem mais comentários.

Bons Ventos Sempre Chegam foi uma das melhores surpresas que tive em 2010 e era impossível continuar essa coluna sem comentá-lo. Luiza Possi apresenta um trabalho formidável na música popular brasileira. Quem não acompanha, está perdendo uma grande chance de observar um dos trabalhos mais incrivelmente belos dos últimos tempos no Brasil. Corram, corram, corram.

Videos:
Eu Espero;
[youtube=www.youtube.com/watch?v=85hwag1xUvY]

Ao Meu Redor
[youtube=www.youtube.com/watch?v=aT-eJKRNung]

Paisagem
[yotube=www.youtube.com/watch?v=Le7eBex_dMA&feature=related]

Panorama - Thais Bonizzi

05 dezembro 2011



Por Michael (@MichaelBaleeiro/ Estante de Cima)



Thais Bonizzi


 

O Ídolos 2009 foi para mim a melhor edição do programa, por motivos muito especiais. Meu interesse por Música Popular Brasileira começou depois de observar as incríveis interpretações que os participantes faziam de alguns cantores. Outro motivo foi por descobrir o trabalho de pessoas mais do que talentosas. Diego Moraes, Priscila Borges e Dani Morais foram nomes que marcaram muito naquele tempo, mas sem dúvidas, Thais Bonizzi não saia da minha cabeça e dos meus ouvidos. Thais Bonizzi provavelmente é a grande culpada pelo meu gosto em MPB. Depois de ouvir suas interpretações de Folhetim, Vou Deitar e Rolar e O Bêbado e a Equilibrista (acreditam que eu não conhecia essa música? Meu Deus, em que mundo eu vivo?) comecei a procurar as versões originais das canções, descobrindo assim só os melhores artistas brasileiros, como por exemplo, o Chico e a Elis. De 37 mil candidatos a cantora conseguiu ficar nas finais do programa, saindo (claro, de forma totalmente injusta) em 10º lugar. Depois a cantora começou a se apresentar, com um repertório totalmente focado na MPB em casas de música pela noite de São Paulo. Em 2011 recebemos a informação confirmando a gravação de seu primeiro CD. Foi o bastante para me deixar totalmente ansioso, fazendo esse novo trabalho ficar entre os mais esperados do ano para mim.

O álbum abre com Mais Nada, com um arranjo calmo e a voz linda da Thais acompanhando os acordes que vão crescendo ao decorrer da canção. Partiu, música do ótimo compositor Vinicius Calderoni (5 a Seco), começa com uma levada forte da bateria, introduzindo os outros instrumentos que arrebentam nessa música. Um arranjo incrível acompanha a afinação da Thais Bonizzi que surpreende qualquer um. Logradouro chega como um dos pontos altos do disco. Thais, que coisa linda é essa? Enquanto estava pensando no que escrever sobre a música, dei uma pausa no texto e me concentrei totalmente na música. Me peguei com um sorriso no rosto de pura felicidade enquanto a Thais Bonizzi cantarolava, “Você verá, eu vou ser feliz de dar dó. Vou rir até desaprumar as parabólicas”. Perfeição tem nome. Começa com T de Thais e termina com I de Bonizzi. Alguém sabe?

Aquela Chama vem de modo agitado, colocando um ótimo clima no CD. Não sei o que é mais surpreendente, o arranjo ou a voz da Thais. Dias de Catraca mostra toda a felicidade da cantora em meio a esse novo trabalho. Em meio a risadas e alguns assobios, a música tem uma beleza única. Como uma música mais lenta, Eu e Você traz no disco uma letra suave com uma melodia leve, enchendo os ouvidos de prazer. Temporada de Verão acompanha toda a minha vontade de que cada palavra dessa música fosse verdade. A partir de então, o álbum traz uma beleza totalmente especial. As três últimas músicas são incríveis. Seguida de um arranjo diferente das demais músicas do álbum, Alguém Dirá, nos apresenta uma das melhores letras do disco com a doce voz de Thais Bonizzi. Venda Vã chega com um arranjo intimista, que cresce continuamente no refrão. Relativismo fecha o CD de forma indescritível. Com um arranjo em dedilhado e voz, a letra vai completando a canção que vai ganhando um arranjo mais forte, crescendo, crescendo e crescendo.

O álbum foi muito esperado por mim durante o ano todo. Esse trabalho lindo da Thais Bonizzi merece um espaço muito grande e eu, particularmente, estarei sempre torcendo muito pelo reconhecimento dessa cantora incrível. Felicidade é o que chega mais perto de descrever o que sinto por esse novo trabalho. Foi maravilhoso acompanhá-la dês de 2009 no Ídolos, 2010 acompanhando um de seus shows no Ao Vivo Music e agora, 2011 com o novo CD.

Vídeos:
Ídolos 2009 – Cabide
[youtube=www.youtube.com/watch?v=S70GFnPDpRQ]


Entrevista
[youtube=www.youtube.com/watch?v=57HaUe11kjY]

Travessia:
[youtube=www.youtube.com/watch?v=CkKhF4dkfvE]

Sábia:
[youtube=www.youtube.com/watch?v=6WsbPeT3Ftg&feature=fvst]



Panorama - Elis& Tom {1974}

31 outubro 2011

Por Michael (@MichaelBaleeiro/ Estante de Cima)


Hoje resolvi falar sobre uma coisa diferente. Principalmente no meio de jovens, é muito difícil achar alguém que goste de MPB e de grandes clássicos da nossa música. Então eu pergunto, Por quê? Por que dar prioridade em cantores como Lady Gaga enquanto o Brasil é cheio de ótimos cantores, que são tão bons quanto? Eu, particularmente, comecei a prestar mais atenção em tais artistas há pouco tempo. Gostaria muito de ter conhecido o trabalho deles antes. Então por isso, esse post tem total objetivo de mostrar a minha opinião, é claro, mas também tentar despertar o interesse de pessoas por esse gênero tão rico que está ao nosso redor. Para começar escolhi esse CD que tive o prazer de escutar a algumas semanas atrás.

Elis e Tom é um álbum, em que a dupla Elis Regina e Tom Jobim e juntam para gravar o que foi um dos melhores e mais importantes álbuns da MPB. Elis Regina é uma cantora totalmente incrível. Sua voz, sua interpretação, tudo. Tudo é maravilhosamente perfeito. Tom Jobim também não fica muito de fora. Além de ser um grande compositor, ele foi simplesmente foi um dos melhores músicos do mundo. Juntos, o CD ficou completamente extraordinário.

O CD abre com provavelmente a mais conhecida música deles, Águas de Março, um dueto entre Elis e Tom. Nas próximas músicas geralmente ela apenas canta as composições dele enquanto ele toca. Entre as músicas mais conhecidas, logo na terceira faixa temos Só tinha de ser com você, música que foi regravada já por muitos outros cantores. Modilha segue um arranjo no piano e violino. A letra melancólica de Tom Jobim acerta perfeitamente com a voz da Elis. Triste vem acompanhando com um arranjo mais engajado, com o violão e o continuo piano que segue por quase todo o disco. Em seguida vem Corcovado, grande clássico na voz de Tom Jobim. Muito diferente a interpretação da Elis, mas tão boa quanto à do Tom. O que tinha de ser vem com um arranjo inicial de piano e voz que se estende por toda a canção.

Agora vem a minha música favorita, escrita por Tom Jobim, Vinicius de Moraes e Chico Buarque. A interpretação de Elis Regina em Retrato em Branco e Preto nós faz sentir cada emoção de cada palavra escrita nessa canção. A música é sensacional. Simplesmente incrível. Deveria ser feito um post apenas sobre essa música. Uma versão muito diferente foi feita pela Ana Carolina, apresentada ao vivo em alguns shows. Ana pega uma guitarra e sozinha da uma cara totalmente diferente para a música. Em 2006, em um especial da TV Cultura, foi transmitido um show da

Sandy com o grande pianista Marcelo Bratke. Esse show foi apresentado no auditório do Ibirapuera, onde a Sandy mostrou Retrato em Branco e Preto em sua voz suave e doce. As duas interpretações citadas a cima foram boas, cada uma interpretada de maneiras diferentes, mas desculpe, a Elis Regina é insuperável.

O CD fecha com Inútil Paisagem. Depois de Retrato em Preto e Branco, essa é a melhor música do álbum, finalizado de forma incrível. Tom Jobim e Elis Regina foram um dos melhores representantes da música brasileira e o CD vale muito a pena para quem ainda não ouviu. Recomendo muito. Para as pessoas que não gostam muito, dêem uma chance. Vamos dar um pouco de atenção ao que as músicas dizem em vez de ter um gosto formado por uma batida clichê. Música é mais do que diversão. Música é uma forma de expressão, música é sentimento, e se você tiver um mínimo dele dentro de você, será impossível não se apaixonar completamente por esse álbum.

Águas de Março
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Retrato em Branco e Preto
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Inútil Paisagem
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