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Resenha de Livro: Fahrenheit 451, Ray Bradbury

01 dezembro 2020

Por Alexandre Tiago.

"Não sei. Temos tudo de que precisamos para ser felizes, mas não somos felizes. Alguma coisa está faltando. Olhei em volta. A única coisa que tive certeza que havia desaparecido eram os livros que queimei durante dez ou doze anos. Por isso, achei que os livros poderiam ajudar.  " 

Olá a todos! Se um dia perguntassem vocês: Que livros vocês gostariam de levar com você para sempre? Muitos, inclusive eu, iam falar todos os livros que temos. Mas tem um em especial, que não só levaria para sempre comigo, faria exaltar sua importância para leitores de toda a galáxia. E é esse livro que vou resenhar à vocês hoje que é "Fahrenheit 451" do Ray Bradbury, um dos meus livros favoritos. Vamos conferir?

Fahrenheit 451, Ray Bradbury

Escrito após o término da Segunda Guerra Mundial, em 1953, Fahrenheit 451, de Ray Bradubury, revolucionou a literatura com um texto que condena não só a opressão anti-intelectual nazista, mas principalmente o cenário dos anos 1950, revelando sua apreensão numa sociedade opressiva e comandada pelo autoritarismo do mundo pós-guerra. Agora, o título de Bradbury, que morreu recentemente, em 6 de junho de 2012, ganhou nova edição pela Biblioteca Azul, selo de alta literatura e clássicos da Globo Livros, e atualização para a nova ortografia.
A singularidade da obra de Bradbury, se comparada a outras distopias, como Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, ou 1984, de George Orwell, é perceber uma forma muito mais sutil de totalitarismo, uma que não se liga somente aos regimes que tomaram conta da Europa em meados do século passado. Trata-se da “indústria cultural, a sociedade de consumo e seu corolário ético – a moral do senso comum”, segundo as palavras do jornalista Manuel da Costa Pinto, que assina o prefácio da obra. Graças a esta percepção, Fahrenheit 451 continua uma narrativa atual, alvo de estudos e reflexões constantes.
O livro descreve um governo totalitário, num futuro incerto, mas próximo, que proíbe qualquer livro ou tipo de leitura, prevendo que o povo possa ficar instruído e se rebelar contra o status quo. Tudo é controlado e as pessoas só têm conhecimento dos fatos por aparelhos de TVs instalados em suas casas ou em praças ao ar livre. A leitura deixou de ser meio para aquisição de conhecimento crítico e tornou-se tão instrumental quanto a vida dos cidadãos, suficiente apenas para que saibam ler manuais e operar aparelhos.
ISBN-10: 8525052248
Ano: 2012 / Páginas: 215
Idioma: português
Editora: Biblioteca Azul

Imagina você viver em uma sociedade onde os livros são proibidos e queimados? E quem faz isso são os bombeiros? É assim que é nos apresentado a história de Guy Montag. Sua profissão é atear fogo nos livros. Ele vive em um mundo onde as pessoas vivem em função das telas e a literatura está ameaçada de extinção, os livros são objetos proibidos, e seus portadores são considerados criminosos. Montag nunca questionou seu trabalho; vive uma vida comum e retorna ao final do dia para sua esposa e para a rotina do lar. Até que conhece Clarisse, uma jovem de comportamento suspeito, cheia de imaginação e boas histórias. Quando sua esposa entra em colapso mental e Clarisse desaparece, a vida de Montag nunca mais se torna a mesma.

Eu gosto bastante desse livro por vários motivos. Esse livro mostra a importância da leitura, da arte e da cultura na vida das pessoas onde seríamos seres alienados sem eles. Mostra também a importância existência da arte, da leitura e da cultura diante da realidade onde me faz lembrar de uma célebre frase do escritor filósofo alemão Frederich Nietzsche que é: "A arte existe para que a realidade não nos destrua". Além também a importância do pensamento livre e da valorização dos escritores e dos livros nas nossas vidas como leitores e cidadãos do mundo que vivemos.

"Fahrenheit 451" é uma história fascinante com ótima narrativa, uma história impactante e forte, personagens complexos e reflexões pertinentes que nos mostra sua atemporalidade pois ele já nasceu clássico e contemporâneo quando foi publicado originalmente em 1953 se tornando um dos maiores e melhores livros de ficção científica de todos os tempos. Li ele pela primeira vez na minha adolescência e nunca vou me esquecer desse livro. É um livro que quero levar para sempre comigo.

Li e recomendo à todos lerem o ótimo livro "Fahrenheit 451"! E vocês, já leram esse livro? Gostaram desse livro? Comentem! Vamos conversar!

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Alexandre Tiago



"Meu nome é Alexandre Tiago, tenho 26 anos, sou um rapaz latino-americano, humanista, pacifista, estudante de Direito e dono do Instagram Cultural @cultivandoasartes" {https://www.instagram.com/cultivandoasartes/}mas que ama conversar, ouvir minha coleção de cds, ver filmes, ler livros e que busca fazer um traço entre a vida, os sonhos e a arte.

Resenha de Livro: Capitães de Areia, Jorge Amado

12 novembro 2020

Por Alexandre Tiago

"Vestidos de farrapos, sujos, semiesfomeados, agressivos, soltando palavrões e fumando pontas de cigarro, eram, em verdade, os donos da cidade, os que a conheciam totalmente, os que totalmente a amavam, os seus poetas."

Olá a todos! Quais são seus livros favoritos da literatura brasileira? Eu tenho vários pois considero a literatura brasileira uma das maiores e melhores literaturas do mundo. Uma prova disso é a resenha do livro que vou trazer a vocês hoje é "Capitães da Areia" do Jorge Amado que é um dos meus escritores favoritos da literatura brasileira. Vamos conferir?

Capitães de Areia Jorge Amado

Clássico absoluto dos livros sobre a infância abandonada, Capitães da Areia assombrou e encantou gerações de leitores e permanece hoje tão atual quanto na época em que foi escrito. A história crua, comovente, dos meninos que moram num trapiche abandonado e vivem de pequenos furtos e golpes causou impacto desde o lançamento em 1937, quando a polícia do Estado Novo apreendeu e queimou inúmeros exemplares do livro. Longe de manifestar piedade por suas pequenas criaturas, Jorge Amado as retrata como seres dotados de energia, inteligência e vontade, ainda que cerceados pelas condições sociais hostis em que estão inseridos. Com sua prosa repleta de verve e humor, o escritor baiano nos torna íntimos de cada um desses personagens e nos contagia com sua obstinada gana de viver.

Eu gosto muito desse livro! Esse livro é no meu ponto de vista um dos livros que mais faz retrato atemporal social do Brasil. O livro foi publicado originalmente em 1937 mas parece que foi escrito hoje. Ele é lírico, poético e crítico ao analisar a pobreza humana através da vida dos protagonistas da história que são crianças de rua que se comportam como se fossem adultos ao mostrar suas histórias de vida e sobrevivência mas ruas. O que faz termos personagens marcantes em um livro muito forte e tocante mas que nos traz também uma excelente história cheia de acontecimentos e sentimentos, narrativa empolgante e que nos refletir temas como desigualdade, marginalidade e o mundo que vivemos diante do tema pobreza.

Jorge Amado é um dos maiores da literatura brasileira e isso é percebido em "Capitães da Areia" , que é para mim, um de seus melhores livros!

Li e recomendo à todos lerem o ótimo livro "Capitães da Areia"! E vocês, já leram esse livro? Gostam desse livro também? Comentem! Vamos conversar!

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Alexandre Tiago



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Cinema&Café: Paris, Texas.

05 novembro 2020

Por Alexandre Tiago.

Olá a todos! Hoje eu venho trazer a vocês minha fala e resenha especial sobre um dos meus filmes favoritos que é "Paris, Texas" do extraordinário cineasta alemão Wim Wenders pois em 2020 ele completa 36 anos de lançamento e há exatos 36 anos ele recebeu a Palma de Ouro na categoria de melhor filme no Festival de Cannes de 1984. Espero que gostem. Vamos conferir?

O filme "Paris, Texas" é um filme de drama e Road Movie onde conhecemos um homem chamado Travis (Harry Dean Stanton) que é encontrado exausto e sem memória em um deserto ao sul dos Estados Unidos. Aos poucos se recordando de sua vida, ele é acolhido pelo irmão Walt (Dean Stockwell), que é casado com Anne (Aurore Clément). Com eles vive também Alex (Hunter Carson), filho do homem sem memória, que aos poucos volta a se identificar com o pai e busca se reencontrar com o passado ao tentar saber o paradeiro de sua esposa Jane(Nastassja Kinski) que ele deixou para trás.

O filme é simplesmente uma verdadeira obra-prima de arte do início ao fim ao começar pelas suas cenas que parecem pinturas bonitas e realistas do renomado pintor Edward Hopper com uma envolvente e cativante lenta narrativa, com belas atuações e com ótima trilha sonora do esplendoroso músico Ry Cooder em uma história que reflete sobre família, distância do sonho americano, solidão, amor e perdão em um filme que nos faz mostra a vida e as surpresas emocionais, bem como, suas mazelas e sutilezas que faz a gente analisar a importância das pessoas nas nossas vidas em analisar suas chegadas e suas partidas em seus encontros e desencontros pelo caminho do destino de cada um.


O filme é ótimo em vários sentidos e isso se deve à atuação dos atores mas também do brilhantismo de direção e da escrita de Sam Shepard que se inspirou no seu próprio livro "Crônicas de Motel" em trazer o que considero um dos meus filmes favoritos e também um dos filmes mais bonitos que já vi até hoje.

Por isso eu digo que vi e recomendo à todos assistirem o excelente filme "Paris, Texas"! E vocês, já viram o filme "Paris, Texas"? Comentem! Vamos conversar!

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Alexandre Tiago



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Resenha: O País dos Bem-Te-Vis, Noemi Gomes do Rêgo Coelho

22 outubro 2020



Por Alexandre Tiago

"É necessário desgastar nossa história, nossa honra e todos os valores desprezados ao longo de cinco séculos." 

Olá a todos! Pelos próximos dias irei trazer à vocês duas resenhas literárias muito especiais, nas quais são de duas pessoas muito importantes para mim e que escreveram ótimos livros. Espero que gostem. A primeira pessoa é a Noemi Gomes do Rêgo Coelho com seu impactante livro "O País dos Bem-Te-Vis: Ensaio Sobre a Inveja na Cultura Brasileira". Vamos conferir?

O País dos Bem-Te-Vis: Ensaio Sobre a Inveja na Cultura Brasileira

Noemi Gomes do Rêgo Coelho

O PAÍS DOS BEM-TE-VIS trata da inveja na cultura brasileira. Faz uma análise histórica da formação da inveja avaliando o que contribui para a existência dessa característica: Santa Inquisição, escravidão, genocídio indígena, a emotividade e a identificação projetiva, a facilidade de entender o outro para seu próprio benefício, o que faz o povo destemperado, não educado e sadomasoquista.O livro traz definições do que é inveja e suas características: o ódio, o congelar o tempo no presente, a maledicência e má-fé, o destruir o diferente.Aborda a ação prática da inveja: não ver a própria responsabilidade, a onipresença do medo e do conformismo, a violência, a inversão de valores necessária para invejar, a dificuldade de aprender que limita e a exclusão do diferente. Considera que o comportamento do brasileiro se assemelha ao do drogadito. Por último, o livro aborda as possíveis soluções: a terapia pelos 12 passos, as reparações necessárias, a importância de desenvolver espiritualidade, reverência e gratidão. Demonstra como é possível inverter o comportamento de inveja para admiração, a solução do problema. Termina demonstrando a capacidade do povo brasileiro para a alegria, as qualidades que tem para o trabalho conjunto de sucesso nas grandes festas populares, onde não há inveja.
ISBN-10: 8577856445
Ano: 2019 / Páginas: 192
Idioma: português
Editora: Letra Capital


O livro "O País dos Bem-Te-Vis: Ensaio Sobre a Inveja na Cultura Brasileira" nos apresenta um ensaio que nos refletir sobre a história do Brasil em como a inveja atingiu e ainda atinge o país e como solucionar isso.
Eu li e gostei muito do livro! A Noemi é uma amiga minha pessoal e ela me presentou o seu livro como presente de aniversário. Imediatamente peguei ele para ler e gostei muito onde me fez me lembrar de Paulo Freire e Darcy Ribeiro dois pensadores brasileiros que eu gosto bastante misturado em uma linguagem muito forte mas também simples que faz refletir sobre as mazelas do Brasil onde faz a gente refletir sobre essas coisas através da inveja onde mostra como esse pecado capital foi e ainda é responsável por preconceitos, injustiças, desigualdades e indiferenças na sociedade brasileira que por ser um povo multicultural não deveria ser assim onde por exemplo os ricos são privilegiados e a população pobre que é a grande maioria do povo que forma a nação brasileira é deixada de lado. 

Cinema&Café: Enola Holmes.

16 outubro 2020

Por Alexandre Tiago

Olá a todos! Antes de começar essa resenha gostaria de perguntar uma coisa: Vocês gostam de livros e filmes policiais que envolvam mistério? Eu gosto muito, principalmente, os com temática Noir e hoje vou resenhar para vocês um filme policial muito bacana e interessante que foi lançado recentemente pela Netflix chamado "Enola Holmes". Vamos conferir?

Baseado no livro "Enola Holmes: O Caso do Marquês Desaparecido" de Nancy Springer, o filme "Enola Holmes" nos apresenta a história de Enola Holmes (Millie Bobby Brown, a atriz que faz a Eleven em Stranger Things) que é uma menina adolescente cujo irmão, 20 anos mais velho, é o renomado detetive Sherlock Holmes (Henry Cavill que faz o Superman nos cinemas). Quando sua mãe (Helena Bonham Carter) desaparece, fugindo do confinamento da sociedade vitoriana e deixando dinheiro para trás para que Enola faça o mesmo, a menina inicia uma investigação para descobrir o paradeiro dela, ao mesmo tempo em que precisa ir contra os desejos de seu irmão, Mycroft (Sam Claflin), que quer mandá-la para um colégio interno só de meninas. A caminho de Londres, ela conhece um lorde fugitivo (Louis Partridge) e passa a desvendar quem pode estar atrás do garoto e que quer impedir que uma importante reforma política inglesa aconteça.

Cinena&Café: Hotel Transylvania

24 setembro 2020


Alexandre Tiago

Olá a todos! Para quem não sabe eu gosto muito de animações e se tem uma franquia de filmes que eu gosto muito é "Hotel Transylvania" e hoje irei falar dela para vocês. Espero que gostem. Vamos conferir?

Para quem não conhece "Hotel Transylvania", ela é uma franquia de filmes criada pelo escritor de comédia Todd Durham que é produzida pela Sony Pictures Animation. Eles possuem até o momento 3 ótimos filmes: "Hotel Transylvania" de 2012, "Hotel Transylvania 2" de 2015 e "Hotel Transylvania 3: Férias Monstruosas" de 2018. Além disso, o elenco conta com nomes de renome na dublagem original como por exemplo: Adam Sandler, Selena Gomez, Andy Samberg, Kevin James, Fran Drescher, Steve Buscemi e Mel Brooks. E um dos responsáveis pelo grandioso sucesso dessa franquia se deve ao Genndy Tartakovsky que é o criador dos ótimos desenhos animados "O Laboratório de Dexter" e "Samurai Jack".

Eu gosto muito de "Hotel Transylvania" pois quando assisto os filmes eu me sinto muito bem pois eles são divertidos, engraçados, leves, possuem ensinamentos como saber respeitar as diferenças e fazem lembrar da importância de não matar a criança que existe em você assim como faz também os filmes de "Toy Story" e "Shrek" que são outras duas franquias de filmes animados que eu gosto muito também. É sempre bom assistir animações pois elas renovam a alma e o espírito de cada de nós.

Recomendo a todos assistirem aos filmes de "Hotel Transylvania" pois são todos muito bons. E vocês, já assistiram aos filmes de "Hotel Transylvania"? Gostam dos filmes de "Hotel Transylvania"? Comentem! Vamos conversar!


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Alexandre Tiago



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Resenha: Fome, Knut Hamsun

10 setembro 2020

Por Alexandre Tiago

Olá a todos! Antes de começar essa resenha gostaria de perguntar uma coisa: é possível separar a obra de um artista da vida do artista? É através disso que é a resenha do livro traz hoje. O livro é "Fome" do escritor norueguês Knut Hamsun. Vamos conferir?

Fome Knut Hamsun

O principal personagem dos romances de Knust Hamsun é o próprio autor refletido em várias projeções de si mesmo. De seu sofrimento - e como conheceu ele todas as gamas e cores do infortúnio! - extraiu o sentido e a filosofia, bem como o enredo e a história dos livros que escreveu. Em Fome se encontra especialmente o escritor confundido com o seu personagem. Tudo quanto ele define aquele intelectual - suas aspirações e amores, seus sonhos e descrenças, suas alegrias e choques - aparece nesse romance de fato sedutor, na verdade único, em que o pobre diabo se apresenta aos nossos olhos não como uma ciratura caída em abjeção, em dissolvência moral, mas como alguém de quem se deve compadecer e lastimar e ao mesmo tempo admirar ou até mesmo invejar. Foi o exercício da vagabundagem - no caso um fecundo laboratório em que o romancista colheu as suas experiências dos homens e do mundo para definir a sua própria personalidade - que permitiu a Knut Hamsun apreender numa visão ampla, perfeita e otimista os enigmas da vida, compreendendo-os em sua extensão e profundidade.
Edição: 1
Editora: Geração Editorial
ISBN: 9788561501143
Ano: 2009
Páginas: 172
Tradutor: Carlos Drummond de Andrade

“Fome”, com a magistral tradução de Carlos Drummond de Andrade, é um dos maiores romances da literatura universal. Escrito pelo norueguês Knut Hamsun, autor singular e polêmico, premiado com o Nobel em 1920, descreve os tormentos de um escritor vagabundo e famélico que vagas pelas ruas com um toco de lápis, com o qual escreve crônicas para os jornais, dependendo disso para não morrer. Comovente, agudo, cheio de dor e sonhos, mas também de alegrias e esperanças, é um romance que se lê com entusiasmo e emoção."



Antes desse livro só conhecia de cultural da Noruega, país natal de Knut Hamsun, a banda de rock A-Ha, na qual sou fã. E esse livro me serviu de porta de entrada para conhecer a literatura do país pois o livro é bom, forte e polêmico. O livro traz uma boa história ao mostrar a pobreza no teor físico e psicológico sendo mostrada pelo orgulho o que nos leva a refletir sobre que excesso de orgulho não faz bem, é forte por nos mostrar e refletir o que a pobreza extrema pode provocar na vida de uma pessoa e polêmico por um detalhe: o autor do livro era simpatizante ao nazismo. Eu sou contra o nazismo e saber disso depois de ler o livro me deixou perplexo no questionamento se é possível separar a obra do autor.

Esse livro foi escrito em 1890 para retratar a pobreza humana de uma forma que faz analisar seus extremos, alucinações, esperanças e dores. O livro é bom mas não me marcou tanto quanto "Capitães de Areia" do Jorge Amado que é um dos melhores livros que eu li que retrata a pobreza humana pois "Fome" me deixou um pouco cansado na sua narrativa e também irritado com o personagem principal que coloca o orgulho acima da vida e da saúde.
Se você tiver mente forte,é um livro que merece ser conhecido.
Já leram o livro? Comentem!

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Alexandre Tiago



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Tag: Menu Culinário (Filmes)

27 agosto 2020


Por Alexandre Tiago.

Olá a todos! No ano passado, publiquei aqui no blog uma postagem que fez bastante sucesso envolvendo livros e comida que é o menu culinário literário onde falei de comidas mencionadas em livros. Em virtude disso, vi que em filmes tem a mesma coisa e então eu resolvi criar o Menu Culinário Cinematográfico de comidas que contém em filmes. Espero que gostem. Vamos conferir?

1- Bebida: Leite Azul do filme de "Star Wars: Episódio IV - Uma Nova Esperança".

Para começar nosso banquete vamos iniciar por uma icônica bebida chamada Bantha Milk que é o leite azul que aparece pela na saga Star Wars e ele surgiu pela primeira vez no filme "Star Wars: Episódio IV - Uma Nova Esperança". Existe receita dele alcoólico e não alcoólico que você pode encontrar na internet então aprecie-o com moderação e que a força esteja com você.

2- Entrada: Spanakopita do filme "Casamento Grego".

A entrada do nosso cardápio vem diretamente da Grécia pois é um prato típico da culinária desse país e aqui na nossa entrada esse delicioso prato deve ser saboreado e degustado aos poucos para remeter sentimentos e memórias.

3: Prato Principal 1: Ragu de linguiça do filme "O Poderoso Chefão".

Mamma Mia! Nosso primeiro prato principal é uma iguaria de uma culinária que sou apaixonado que é a culinária italiana e o prato de hoje é mostrado no primeiro filme dessa saga cinematográfica com direito à um spaghetti ou talharim para acompanhar bem o prato.

Resenha: Desde Que o Samba é Samba, Paulo Lins

05 agosto 2020

Alexandre Tiago

"Cantou um samba antigo, aprimorando a nova batida, sentia a falta de um instrumento que desse mais floreado àquele ritmo em construção. Tentou outra palavra nova e nada. Largou o atabaque, recostou-se a parede. Que falta faz um dedo de poesia para o poema deslanchar verso abaixo."

Olá a todos! No dia 2 de dezembro se comemora o Dia Nacional do Samba, e para quem não sabe, o Samba é um dos meus gêneros musicais favoritos. Tem inúmeros músicos de samba que sou fã desde Adoniran Barbosa, Cartola e Beth Carvalho até Luiz Melodia, Diogo Nogueira e Mariene de Castro respectivamente. Mas hoje vim aqui trazer à vocês a resenha de um livro onde o Samba é protagonista e o livro é "Desde Que o Samba é Samba" do escritor Paulo Lins. Vamos conferir?

Desde que o samba é samba, Paulo Lins

Em seu estilo inconfundível, que tanto agradou os leitores de Cidade de Deus, Paulo Lins resgata, agora, momentos da formação da cultura brasileira, através do samba, da aparição da Umbanda e do modo de vida brasileiro no Rio de 1928 a 1931. Para isso, o autor conta a história de diversos personagens envolvidos na fundação do primeiro bloco de Carnaval, da escola de samba Deixa Falar. Moradores e frequentadores da zona do baixo meretrício do Rio trazem ao leitor toda a realidade das ruas naquela época. Prostituição, relacionamentos conturbados, sexo, violência, mas também a fé e o ritmo do samba ditam o ritmo intenso e cativante da obra.
Edição: 1
Editora: Planeta do Brasil
ISBN: 9788576658078
Ano: 2012
Páginas: 304

Em seu estilo inconfundível, que tanto agradou os leitores de Cidade de Deus, Paulo Lins resgata, agora, momentos da formação da cultura brasileira, através do samba, da aparição da Umbanda e do modo de vida brasileiro no Rio de 1928 a 1931. Para isso, o autor conta a história de diversos personagens envolvidos na fundação do primeiro bloco de Carnaval, da escola de samba Deixa Falar. Moradores e frequentadores da zona do baixo meretrício do Rio trazem ao leitor toda a realidade das ruas naquela época. Prostituição, relacionamentos conturbados, sexo, violência, mas também a fé e o ritmo do samba ditam o ritmo intenso e cativante da obra.

Eu li esse livro e gostei muito! O livro traz de uma forma bem dinâmica e romanceada a origem do samba na cidade do Rio de Janeiro nos anos 1920. O livro é cheio de personagens, sendo muito deles, pessoas reais e que contribuíram para formar esse gênero musical que é de origem brasileira onde você se aventura pela história do Brasil no início do século XX com uma história cheia de personagens marcantes e uma ótima  narrativa que nos faz transportar para aquela época onde ele coloca o samba como um gênero musical importante e rico para a música com sua poesia e ritmo único.

E já que falei tanto em samba, eu vou aproveitar para fazer um filé com batata frita, comer esse delicioso prato e ouvir samba durante o resto do dia para homenagear esse gênero musical que eu gosto muito. E vocês, gostam de samba também? Já leram o livro "Desde Que o Samba é Samba"? Comentem! Vamos conversar!

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Cinema&Café: The Old Guard

30 julho 2020

Alexandre Tiago

Olá a todos! Vocês gostam de filmes de ação? Eu gosto! Geralmente vemos protagonistas desse gênero cinematográfico homens, porém, não podemos esquecer, que existe atrizes que são muito boas em filmes de ação como por exemplo Scarlett Johansson, Uma Thurman, Angelina Jolie e Cynthia Rothrock sendo essa última faixa preta em várias artes marciais. E uma das minhas atrizes que eu mais gosto, Charlize Theron, também faz filmes de ação e hoje resenhar para vocês o novo filme dela "The Old Guard". Vamos conferir?

Baseado na homônima história quadrinhos da Image Comics, o filme "The Old Guard" conta a história de quatro guerreiros com o dom da imortalidade protegem a humanidade há séculos, mas seus misteriosos poderes viram alvo de ataque quando outra imortal entra em cena.

Eu vi, gostei muito do filme e espero uma sequência! Isso porque as cenas de luta que Charlize Theron faz são muito boas, a história do filme é muito boa e o filme dá uma vontade de assistir de novo e de torcer por uma sequência pois ele é bem desenvolvido onde ele prende desde a primeira cena até a última cena do filme com grandes atuações e envolvimentos ótimos de personagens. O filme, é para mim até agora, um dos melhores do ano de 2020 do gênero cinematográfico ação e eu espero que ele tenha uma sequência pois fiquei com gosto de querer mais a história que é cheia de ação, entretenimento e conhecimento do início ao fim.

Eu vi e recomendo à todos assistirem o excelente filme "The Old Guard"! E vocês, gostam da Charlize Theron também? Gostaram do filme "The Old Guard"?  Comentem! Vamos conversar!


Resenha: Cactus: poesias, sentimentos e emoções, Cibele Laurentino

24 julho 2020

Alexandre Tiago

"Tem gente doce
Que mela o coração da gente."
Tem gente gostosa de ouvir,
De ver e tocar.
Tem gente que deixa
A gente inspirado a amar."

Olá a todos! Hoje venho trazer a vocês uma resenha especial e diferente para vocês! Normalmente eu trago a vocês resenhas de livros de escritores clássicos ou contemporâneos que eu gosto. Mas, hoje é diferente! Hoje pela primeira vez venho aqui trazer a resenha de um livro escrito por uma amiga minha que é a escritora e poetisa brasileira Cibele Laurentino e o livro é "Cactus: poesias, sentimentos e emoções".
Espero que gostem! Vamos conferir?


Cactus - Poesias, sentimentos e emoções

Cibele Laurentino


São mais de cem poemas, com alguns pensamentos extremamente poéticos, retratando emoções, em forma de versos. Que com certeza o leitor irá se encontrar com memorias e situações semelhantes, mexendo com a emoção sem pedir licença. Minha poesia sem rima, sem métrica, sem ordem, rende totalmente o meu eu, são emoções selvagens, sem controle, são meninos peraltas, são furacões, dilúvio, tempestade, nascem brancos, fortes e cheios de amor. Cibele Laurentino
ISBN: B08BVWZVYX
Ano: 2020 / Páginas: 158
Idioma: português
Editora: Independente

Em "Cactus: poesias, sentimentos e emoções" a escritora e poetisa brasileira Cibele Laurentino, natural da cidade brasileira de Campina Grande,no estado da Paraíba, utiliza da poesia para nos apresenta um livro cheio de poemas bonitos e emocionantes onde nos faz desfrutar, refletir e sentir emoções desde um amor correspondido e amor platônico até tristeza pela partida de alguém e de crítica social com o olhar reflexivo dos espinhos do mundo que faz lembrar da planta cactus, cuja planta, faz parte do nome e da bonita capa do livro.

Crônicas&Desabafos: Arte e Cultura diante da pandemia do COVID-19

17 julho 2020


Alexandre Tiago

Como vocês estão nessa pandemia do COVID-19? Eu espero que todos, que assim como eu, estejam bem e em casa. Mas e a arte e a cultura? Como será que está lidando?

Por causa da pandemia do COVID-19 estou vendo muitas lives de artistas musicais que eu gosto muito desde Gilberto Gil e Milton Nascimento à banda Titãs e Roberta Sá, vendo filmes e séries em streaming, lendo livros físicos em formato físico e PDF. Mas e depois? Como artistas e público podem se interagir após a pandemia? Será que a solidariedade ainda vai prevalecer?
Para saber mais: https://redepara.com.br/Noticia/215088/lei-aldir-blanc-garante-renda-aos-trabalhadores-da-area-da-cultura-durante-pandemia-da-covid-19

Eu acredito que irá acontecer como está acontecendo agora que haverá cine drive-in onde dentro do carro veremos filmes e até mesmo teatro, ver muitos filmes em streaming, o streaming musical ficará cada vez mais forte que a mídia física, que haverá muitos livros digitais e que haverá muitas lives sejam pagas ou gratuitas isso após a pandemia do COVID-19 por um bom tempo pois querendo ou não esse ano de 2020 é um ano perdido para a arte e a cultura em vista de não teremos eventos e festivais que envolvam aglomerações tão cedo. Um exemplo disso é que a Bienal do Livro de SP foi adiada para 2022. Digo isso porque a maior parte das pessoas ainda estão com medo de ficar doente. E também em renda para os artistas que vão faturar menos.

Cinema e Café: Destacamento Blood

25 junho 2020

Por Alexandre Tiago

Olá a todos! Saudades de ir ao cinema né meu filho e minha filha? Eu não sei vocês mas eu sinto muita saudade de ir ao cinema ver um filme e depois de ir comer hambúrguer, pastel ou pizza. Mas já que não está podendo porque os cinemas estão fechados e os restaurantes estão atendendo por delivery o jeito é ver filmes em casa por causa do COVID-19. Com isso,vou resenhar para vocês hoje o novo filme do grande cineasta Spike Lee que estreou recentemente na Netflix que se chama "Destacamento Blood". Vamos conferir?

"Destacamento Blood" conta a história de quatro veteranos de guerra afro-americanos que voltam ao Vietnã à procura dos restos mortais de seu comandante e de um tesouro enterrado.
Eu vi e gostei muito do filme! O filme já aviso que por se tratar de guerra ele possui cenas bem fortes e pesadas. Mas é mais que isso. Ele possui mensagens que te faz refletir sobre questões sociais como antiracismo e até mesmo mensagem anti guerra pois o Spike Lee contextualiza muito bem como foi a guerra do Vietnã no filme, bem como, em mostrar também as suas consequências e é certeiro em mostrar os heróis negros que necessitam ser exaltados sempre independente da época. Além disso, as atuações do elenco são muito boas causando admiração em cada cena de cada um dos atores. Destaque também para a ótima trilha sonora com direito à soul music do grande músico Marvin Gaye até o gênero musical jazz. Ainda estamos em 2020 mas asseguro dizer que "Destacamento Blood" é um dos melhores filmes de 2020 é torço para que ele seja representado no Oscar de 2021.

Assisti e recomendo à todos assistirem ao excelente filme "Destacamento Blood"! E vocês, já assistiram ao filme "Destacamento Blood"? Comentem! Vamos conversar!

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Alexandre Tiago



"Meu nome é Alexandre Tiago, tenho 26 anos, sou um rapaz latino-americano, humanista, pacifista, estudante de Direito e dono do Instagram Cultural @blog.estante.artistica" {https://www.instagram.com/blog.estante.artistica/}mas que ama conversar, ouvir minha coleção de cds, ver filmes, ler livros e que busca fazer um traço entre a vida, os sonhos e a arte.

Resenha: O Amanhã Não Está À Venda, Ailton Krenak.

19 junho 2020

Alexandre Tiago

"A natureza segue. O vírus não mata pássaros, ursos, nenhum outro ser, apenas humanos. Quem está em pânico são os povos humanos e seu mundo artificial, seu modo de funcionamento que entrou em crise.”

Olá a todos! Antes de começar essa resenha gostaria de perguntar uma coisa à vocês: como vocês estão se sentindo emocionalmente e mentalmente nessa pandemia do COVID-19? Eu estou saindo apenas para supermercado e farmácia mas gostaria de sair para conhecer pessoas e lugares. Mas, enquanto isso não acontece, estou fazendo minha parte que é cuidar da minha saúde. E uma das melhores coisas para cuidar da saúde mental é lendo livros e é através disso que trago a resenha do livro de hoje que é um livro de literatura indígena chamado "O Amanhã Não Está À Venda" do Ailton Krenak. Vamos conferir?

O Amanhã Não Está à Venda Ailton Krenak

Há vários séculos que os povos indígenas do Brasil enfrentam bravamente ameaças que podem levá-los à aniquilação total e, diante de condições extremamente adversas, reinventam seu cotidiano e suas comunidades. Quando a pandemia da Covid-19 obriga o mundo a reconsiderar seu estilo de vida, o pensamento de Ailton Krenak emerge com lucidez e pertinência ainda mais impactantes.
Em páginas de impressionante força e beleza, Krenak questiona a ideia de "volta à normalidade", uma "normalidade" em que a humanidade quer se divorciar da natureza, devastar o planeta e cavar um fosso gigantesco de desigualdade entre povos e sociedades. Depois da terrível experiência pela qual o mundo está passando, será preciso trabalhar para que haja mudanças profundas e significativas no modo como vivemos.
"Tem muita gente que suspendeu projetos e atividades. As pessoas acham que basta mudar o calendário. Quem está apenas adiando compromisso, como se tudo fosse voltar ao normal, está vivendo no passado […]. Temos de parar de ser convencidos. Não sabemos se estaremos vivos amanhã. Temos de parar de vender o amanhã."
Edição: 1
Editora: Companhia das Letras
ISBN: B0876HG28P
Ano: 2020
Páginas: 25
Há vários séculos que os povos indígenas do Brasil enfrentam bravamente ameaças que podem levá-los à aniquilação total e, diante de condições extremamente adversas, reinventam seu cotidiano e suas comunidades. Quando a pandemia da Covid-19 obriga o mundo a reconsiderar seu estilo de vida, o pensamento de Ailton Krenak emerge com lucidez e pertinência ainda mais impactantes.

Resenha de Livro: Clube da Insônia,Tico Santa Cruz

11 junho 2020

Alexandre Tiago

"Não vou ficar para ver o dia nascer. A noite me basta. Sou da noite, gosto das estrelas, da lua, dos planetas distantes, da possibilidade de avistar uma luz vagando pelo céu poluído das cidades grandes. De, sem querer, ver um vaga-lume piscando por entre os arbustos, quando estou passeando por alguma floresta."

Olá a todos! Antes de começar essa resenha gostaria de perguntar uma coisa: vocês gostam da banda de rock Detonautas? Eu sou fã e gosto muito, tanto que a considero, como uma das melhores bandas de rock que surgiu nos anos 2000 no Brasil e isso deve ao seu vocalista o grande Tico Santa Cruz. Mas por ser fã dele e da banda eu não sabia até pouco tempo que ele Tico já escreveu livros. E hoje vou resenhar para vocês um livro dele chamado "Clube da Insônia". Vamos conferir?

Clube da Insônia Tico Santa Cruz

Na noite, a fúria e a paixão se encontram. O submundo emerge às ruas, evocando gente esquecida que não tem vez nem voz e perambula pela cidade em busca de luz. A noite também é a casa da diversão sem hipocrisia, da embriaguez, da luxúria, das angústias e das reflexões de quem não consegue adormecer antes de a loucura se recolher novamente aos seus abrigos diurnos. De olhos bem abertos, o músico Tico Santa Cruz, líder da banda Detonautas Roque Clube, leva o leitor a um mergulho na escuridão para compartilhar seus medos e seu inconformismo, em textos viscerais que pulsam do início ao fim, madrugada adentro, até o sol nascer.
Edição: 1
Editora: Belas-Letras
ISBN: 9788560174935
Ano: 2012
Páginas: 104
Na noite, a fúria e a paixão se encontram. O submundo emerge às ruas, evocando gente esquecida que não tem vez nem voz e perambula pela cidade em busca de luz. A noite também é a casa da diversão sem hipocrisia, da embriaguez, da luxúria, das angústias e das reflexões de quem não consegue adormecer antes de a loucura se recolher novamente aos seus abrigos diurnos. De olhos bem abertos, o músico Tico Santa Cruz, líder da banda Detonautas Roque Clube, leva o leitor a um mergulho na escuridão para compartilhar seus medos e seu inconformismo, em textos viscerais que pulsam do início ao fim, madrugada adentro, até o sol nascer.

Cinema&Cafe: Grease

05 junho 2020

Por Alexandre Tiago

Olá a todos! No dia 12 de junho se celebra no Brasil o dia dos namorados, enquanto que no restante do mundo se celebra no dia 14 de fevereiro que é dia de São Valentim. E como sou romântico, vim apresentar a vocês uma postagem especial para essa data que é a resenha de um filme que mistura muito bem romance com musical. Esse filme é "Grease - Nos Tempos da Brilhantina". Vamos conferir?

O filme acontece na  Califórnia da década de 50, e lá conhecemos Danny (John Travolta) e Sandy (Olivia Newton-John), um casal de estudantes, que trocam juras de amor mas se separam, pois ela voltará para a Austrália. Entretanto, os planos mudam e Sandy por acaso se matricula na escola de Danny. Para fazer gênero ele infantilmente lhe dá uma esnobada, mas os dois continuam apaixonados, apesar do relacionamento ter ficado em crise. Esta trama serve como pano de fundo para retratar o comportamento dos jovens da época.
Eu gosto muito desse filme! Ele é meu segundo filme musical favorito pois o primeiro é o filme "Cantando na Chuva". "Grease" é cheio de romance, comédia, carisma, marcantes atuações e história o que faz adentrar dentro da história, se emocionar, cantar as ótimas músicas desse filme que são cheias de rock n'roll e até mesmo dançar com o casal protagonista do filme formado John Travolta e Olivia Newton-John onde eles se transformam em cada cena fazendo você torcer para que eles ficam juntos no final a cada vez que eles aparecerem em cena.

Resenha: Eu, Robô - Isaac Asimov

28 maio 2020

Alexandre Tiago

"Se o conhecimento fosse perigoso, a solução seria a ignorância. Sempre me pareceu que a solução teria que ser a sabedoria. Não se deveria deixar de olhar para o perigo; ao contrário, deveria-se aprender a lidar cautelosamente com ele.”

Olá a todos! Finalmente! Depois de muito tempo lendo e relendo esse livro e também divulgando no meu Instagram, vou apresentar à vocês um dos melhores livros de ficção científica que eu já li até hoje que é o livro "Eu, Robô" do escritor russo-americano Isaac Asimov. Gosto muito de ficção científica seja em livros e filmes. Espero que gostem da resenha pois ela é uma homenagem aos 100 anos de nascimento do escritor nesse ano de 2020. Vamos conferir?

Eu, Robô, Isaac Asimov

Um dos maiores clássicos da literatura de ficção científica, Eu, Robô, escrito pelo Bom Doutor, Isaac Asimov foi publicado originalmente em 1950. O livro serviu como base para o roteiro do filme homônimo, no qual Will Smith interpreta o protagonista, o detetive Del Spooner. Porém, a obra é bastante diferente da história apresentada nas telonas. Eu, Robô é um conjunto de nove contos que relatam a evolução dos autômatos através do tempo. É neste livro que são apresentadas as célebres Três Leis da Robótica: os princípios que regem o comportamento dos robôs e que mudaram definitivamente a percepção que se tem sobre eles na própria ciência. Eu, Robô inicia-se com uma entrevista com a Dra. Susan Calvin, uma psicóloga roboticista da U.S Robots & Mechanical. Ela é o fio condutor da obra, responsável por contar os relatos de seu trabalho e também da evolução dos autômatos. Algumas histórias são mais leves e emocionantes como Robbie, o robô baba, outras, como Razão, levam o leitor a refletir sobre religião e até sobre sua condição humana. A edição traz um posfácio escrito pelo próprio autor sobre sua história de amor com os robôs, tão comuns em sua obra.
ISBN-10: 8576572001
Ano: 2014 / Páginas: 320
Idioma: português
Editora:
Editora Aleph
Um dos maiores clássicos da literatura de ficção científica, Eu, Robô, escrito pelo Isaac Asimov, foi publicado originalmente em 1950. O livro serviu como base para o roteiro do filme homônimo, no qual Will Smith interpreta o protagonista, o detetive Del Spooner. Porém, a obra é bastante diferente da história apresentada nas telonas. Eu, Robô é um conjunto de nove contos que relatam a evolução dos autômatos através do tempo. É neste livro que são apresentadas as célebres Três Leis da Robótica: os princípios que regem o comportamento dos robôs e que mudaram definitivamente a percepção que se tem sobre eles na própria ciência.

Eu li e gostei muito do livro! Os robôs são criaturas tecnológicas e Isaac Asimov os formalizou com as leis da robótica apresentadas nesse livro. No livro os robôs são uma espécie tão evoluída como nós humanos a ponto de nos fazer questionar em nossas capacidades intelectuais, emocionais e psicológicas em um excelente livro onde cada capítulo é um conto que é bem narrado e interativo com grande visão social sobre robôs e tecnologia. Para quem não sabe, eu acredito em vida em outros planetas mas também acredito que um dia os robôs terão inteligência e emoções e esse livro confirma isso ao analisar a relação entre humanos e robôs. Além disso, o livro me influenciou também a ler mais Isaac Asimov e me deixou ainda mais apaixonado por ficção científica que é um gênero literário imaginativo, reflexivo e fascinante.

Li e recomendo à todos lerem esse excelente livro! E vocês, já leram esse livro? Gostam de ficção científica também? Comentem!

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Alexandre Tiago



"Meu nome é Alexandre Tiago, tenho 26 anos, sou um rapaz latino-americano, humanista, pacifista, estudante de Direito e dono do Instagram Cultural @blog.estante.artistica" {https://www.instagram.com/blog.estante.artistica/}mas que ama conversar, ouvir minha coleção de cds, ver filmes, ler livros e que busca fazer um traço entre a vida, os sonhos e a arte.

Resenha de Livro: A Barata, Ian McEwan

22 maio 2020

Alexandre Tiago

“Naquela manhã, Jim Sams, inteligente mas de forma alguma profundo, acordou de um sonho inquieto e se viu transformado numa criatura gigantesca”.
Olá a todos! Vocês conhecem o livro "A Metamorfose" do Franz Kafka, um dos meus livros favoritos? Para quem não conhece, em "A Metamorfose" conhecemos a história de um homem que se transforma em um inseto gigantesco. Mas o livro que vou resenhar à vocês é o processo que é retratado no livro "A Barata" do escritor britânico Ian McEwan onde uma barata se transforma em um ser humano! Vamos conferir?

A barata, Ian McEwan

Com sua inteligência e verve peculiares, Ian McEwan dá tratamento literário à experiência contemporânea de um mundo virado do avesso.
A frase de abertura de A barata, o novo livro de Ian McEwan, é um evidente tributo à mais famosa obra de Franz Kafka, A metamorfose: “Naquela manhã, Jim Sams, inteligente mas de forma alguma profundo, acordou de um sonho inquieto e se viu transformado numa criatura gigantesca”.
Por meio dessa divertida inversão, McEwan cria a trama desta deliciosa sátira política. Nela, Jim Sams é um inseto que, do dia para a noite, assume a forma humana de primeiro-ministro da Grã-Bretanha.
Sua missão é realizar a vontade do povo, expressa na aprovação da Lei do Reversalismo, que pretende remodelar o funcionamento da economia: as pessoas pagarão para trabalhar e ganharão dinheiro por consumir. Além de radical, a medida criaria uma enorme complicação na relação do Reino Unido com os demais países. Trata-se, é claro, de uma engenhosa metáfora para o Brexit. Mas nada poderá deter o primeiro-ministro: nem a oposição, nem os dissidentes de seu próprio partido, nem mesmo as regras da democracia parlamentar.
ISBN-10: 8535933107
Ano: 2020 / Páginas: 104
Idioma: português
Editora: Companhia das Letras

A frase de abertura de A barata, o novo livro de Ian McEwan, é um evidente tributo à mais famosa obra de Franz Kafka, A metamorfose: “Naquela manhã, Jim Sams, inteligente mas de forma alguma profundo, acordou de um sonho inquieto e se viu transformado numa criatura gigantesca”.Por meio dessa divertida inversão, McEwan cria a trama desta deliciosa sátira política. Nela, Jim Sams é um inseto que, do dia para a noite, assume a forma humana de primeiro-ministro da Grã-Bretanha.Sua missão é realizar a vontade do povo, expressa na aprovação da Lei do Reversalismo, que pretende remodelar o funcionamento da economia: as pessoas pagarão para trabalhar e ganharão dinheiro por consumir. Além de radical, a medida criaria uma enorme complicação na relação do Reino Unido com os demais países. Trata-se, é claro, de uma engenhosa metáfora para o Brexit.

Eu li esse livro por indicação da Letícia do Instagram @livros_associados em PDF e eu gostei bastante! O livro é curto e é de fácil leitura pois ele é uma crítica bem humorada à política contemporânea com toques de realismo e sátira fazendo a gente sair da zona de conforto e refletir o mundo à nossa volta. Eu nunca tinha lido nada do Ian McEwan antes e eu gostei demais tanto que já quero ler outros livros do escritor onde ele ganhou minha admiração por transformar "A Metamorfose" em uma história reversa cheia de críticas sociais muito bem construídas onde o que é asqueroso deve ser evitado para não deparamos com nojeiras no poder.
Li e recomendo à todos lerem esse livro! E vocês, já leram esse livro? Já leram algum livro do Ian McEwan? Comentem! Vamos conversar!

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Alexandre Tiago



"Meu nome é Alexandre Tiago, tenho 26 anos, sou um rapaz latino-americano, humanista, pacifista, estudante de Direito e dono do Instagram Cultural @blog.estante.artistica" {https://www.instagram.com/blog.estante.artistica/}mas que ama conversar, ouvir minha coleção de cds, ver filmes, ler livros e que busca fazer um traço entre a vida, os sonhos e a arte.